Histórico
A UFRJ colabora com o CERN desde 1988, quando iniciou sua participação nos projetos Delph (do colisionaodr LEP) e SPACAL (calorímetro de fibras cintilantes). Em particular, no projeto SPACAL, a UFRJ participou desde o seu início. Hoje o SPACAL se tornou uma renomada técnica de calorimetria (medição de energia), estando presente em diversos experimentos, e no túnel do LEP se constrói o LHC (Large Hadron Collider), colisionador de partículas de última geração que deverá iniciar sua operação neste ano de 2008, com intensa participação brasileira.
Com intensa participação de físicos, engenheiros e informáticos, a colaboração UFRJ-CERN se manteve ativa nestes 20 anos. Nos últimos anos, boa parte desta colaboração se concentrou no projeto, desenvolvimento e construção dos experimentos que participam do LHC (Large Hadron Collider), colisionador de partículas de última geração que deverá iniciar sua operação neste ano de 2008. No LHC, a colaboração que hoje da constrói o detector ATLAS, um dos detectores que se posicionam ao redor dos pontos de colisão do LHC, também começou a se construir há 20 anos atrás. Desta maneira, no ano em que o LHC inicia a sua operação e, com isto, atrai a atenção de uma parcela significativa da comunidade científica mundial, a história de colaboração da UFRJ com o CERN se liga a importantes eventos que celebram 20 anos de exsistência, como o projeto SPACAL e o desenvolvimento do próprio LHC e seus detectores.
Hoje, a UFRJ participa, além do ATLAS, de outros experimentos do LHC, como vem sendo intensamente divulgado pela imprensa recentemente: LHCb, CMS, Alice. Hoje estima-se que mais de 120 pesquisadores, entre alunos (nos diferentes níveis de formação), técnicos, pesquisadores e professores estejam envolvidos diretamente com a colaboração com o CERN. No ATLAS, a UFRJ participa de forma significativa no calorímetro hadrônico (Tilecal) e na filtragem online de eventos (Trigger/DAq), além dos núcleos de física e análise de dados e nos modelos computacionais. No ATLAS colaboram ainda com a UFRJ, importantes instituições brasileiras, como a Universidade Federal de Juiz de Fora, Universidade Federal de São João Del Rey, Instituto de Radiosimetria (IRD), IEAv, Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). No CMS, No LHCb, No Alice,
Ao longo destes anos, a colaboração com o CERN possibilitou uma alta produção científica, em termos de artigos em periódicos e anais de congressos nacionais e internacionais e formação de pessoal em ensino técnico (estágios supervisionados), iniciação científica júnior, iniciação científica, graduação, pós-graduação (mestrado, doutorado) e pós-graduação. Adicionalmente, a indústria nacional também participou deste esforço científico. Assim, com o LHC, a indústria brasileira, pela primeira vez, tem a oportunidade de participar de produtos dos detectores, abrindo-se, então, um importante mercado internacional com alto valor agregado para o qual o selo CERN de qualidade representa muito.
A colaboração com o CERN tem recebido um apoio fundamental de diferentes instituições de fomento nacionais, tais como CNPq, CAPES, FAPERJ, FINEP, além do próprio CERN e da União Européia.
É um momento de celebração e reconhecimento de uma atividade científica intensa e que tem boa visibilidade na área de física experimental de altas energias. Além disso, é um momento de reflexão e de preparação para a etapa seguinte, principalmente quando o LHC começa a produzir a física que vimos preparando neste longo período. É um encontro de uma área que amadureceu no trabalho e que hoje participa de importantes colaborações internacionais. Por fim, é um momento também de discutir todos os desdobramentos desta atividade, inclusive com a transferência de tecnologia para a indústria nacional e para outros ramos da pesquisa, como, aliás, é tradição dos trabalhos desenvolvidos no CERN pelos diferentes países (membros, observadores e colaboradores, como o Brasil).
O público alvo é composto de professores universitários, pesquisadores de centros de P&D, engenheiros de empresas e alunos (de graduação e pós-graduação). Do ponto de vista formal, o público alvo possui formação em Física, Engenharia Elétrica, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Computação, Ciência da Computação e Matemática Aplicada. Espera-se uma participação nacional, com grande representação do Rio de Janeiro, onde se encontra a maioria dos grupos de pesquisa que colaboram com o CERN. O Workshop deve reunir uma audiência de 120 pessoas, entre estudantes e pesquisadores.












